Compositor/Violonista – Composer/Classical Guitarist

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4 dicas sobre como estudar violão: Dica 3 – Estudar é diferente de tocar

Segue a 3a dica sobre o básico do processo de estudo cotidiano do violão

3 –  Estudar é diferente de tocar:

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Isso parece novamente um blábláblá escolar, mas te peço atenção aqui.

Quando digo isso, refiro-me ao  fato de que estudar implica no processo de aquisição de conhecimento e habilidade nova, ou de aperfeiçoamento de algo ainda em processo. É lógico que sempre podemos voltar a estudar coisas que, teoricamente, já aprendemos, mas especialmente em música, quando tocamos uma música estamos simplesmente exibindo-a, mostrando-a, praticando aquilo que já sabemos.

Tocar uma música do início ao fim vai no máximo melhorar a fluência daquilo que já sabemos dela. Se cometermos erros durante a execução, ao toca-la do início ao fim, iremos “melhorar” a fluência da execução do erro e NÃO  corrigi-lo. Resumindo: se você já toca bem aquela música, ótimo. Se você comete erros naquele acorde, ou na passagem de uma posição pra outra, ou na batida, ficar tocando repetidamente não vai te fazer corrigir esses problemas. Existe até uma expressão de um teórico da performance pra isso: “polir objetos brilhantes” (ou seja, polir algo que já está polido. É isso que você faz ao tocar

Resumindo: se você já toca bem aquela música, ótimo. Se você comete erros naquele acorde, ou na passagem de uma posição pra outra, ou na batida, ficar tocando repetidamente não vai te fazer corrigir esses problemas. Existe até uma expressão de um teórico da performance pra isso: “polir objetos brilhantes” (ou seja, polir algo que já está polido. É isso que você faz ao tocar over and over).

Estudamos para tocar, para compartilhar, mas tocar não quer dizer estudar/praticar/aprender coisas novas com nosso instrumento.


Congresso SBCM 2015 – Poster

Essa semana, de 23 a 25 de novembro, estarei participando do XV Congresso da Sociedade Brasileira Computação Musical que ocorrerá na UNICAMP, em Campinas. Tive um poster aprovado, junto com o pesquisador do NICS-UNICAMP, José Fornari, sobre minha primeira experiência composicional com Live Electronics, por meio de softwares livres, associada a um estudo exploratório do gesto musical. Abaixo a imagem do poster na sessão do evento.  O artigo, também, em inglês, em breve estará diponível.

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SANTOS, J. L. L. Considerações sobre a Sala de Concerto na Atualidade. Revista Música Hodie, Goiânia, V.13 – n.1, 2013

SANTOS, J. L. L. Considerações sobre a Sala de Concerto na Atualidade. Revista Música Hodie, Goiânia, V.13 – n.1, 2013

Ano passado publiquei num períodico de música (revista Hodie) que tenta discutir, a partir de uma crítica ao anacronismo da sala de concerto na atualidade, pondo-a em perspectiva histórica,  por quê a música clássica se tornou socialmente “marginal”, alienada, enfim, fora da vida cotidiana contemporânea.

Acredito que esse assunto deveria ser discutido seriamente e de maneira desapegada, pra se começar a entender por que essa atividade (a música clássica ou de concerto) não faz a menor diferença pra maioria das pessoas (para além de outras questões como a lógica da indústria cultural que remodelou o ouvinte ao longo do século XX).

“A resposta está parcialmente no fato de que, ao longo do século XX, os artistas de concerto e organizações aos poucos assumiram um papel predominante, se não ex-clusivo, de guardiões do passado […] O século XX, deste ponto de vista, testemunhoua morte da música clássica como uma forma cultural contemporânea ativa, e seurenascimento como um (espécie de) “abastecimento museológico” para um público restrito.” Botstein