Compositor/Violonista – Composer/Classical Guitarist

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V Simpósio Internacional de Música na Amazônia (V SIMA) e o Açaí salgado

Prezada(o)s,

Estive semana passada na belíssima cidade de Belém, no gigantesco estado do Pará. Foram pouco menos de 72 horas, mas deu pra perceber que se trata de um outro “mundo” a descobrir, dentro do próprio Brasil. Se as coisas tivessem tomado um caminho histórico um pouco diferente, Belém seria o centro pulsante de um outro estado nacional, ensejado no antigo Estado do Grão-Pará, em oposição ao estado do Brasil, ambos do período colonial. Um mero passeio de 4 horas é muito pouco pra tanta história que esta região tem pra contar. Posso dizer que nem vi/ouvi/senti Belém, muito menos o Pará. Só a Ilha de Marajó tem a dimensão maior do que o estado de Sergipe e levaria, segundo alguns locais, quase 4 horas de barco até o ponto mais próximo de Belém.

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Rio Guamá – Belém – 10.11.2016

 

V Simpósio Internacional de Música na Amazônia (V SIMA), um evento intinerante, dentro dos marcos geográficos da Amazônia Legal, aconteceu nesta edição em Belém. Lá, fui apresentar um artigo chamado “FORMA NA POÉTICA DE DOIS COMPOSITORES ELETROACÚSTICOS BRASILEIROS” em que tento discutir a forma na obra eletroacústica de dois compositores brasileiros: Flo Menezes e Rodolfo Caesar.

Embora a discussão seja, técnica e não resvale para outras dimensões, trata-se de dois titãs dessa área da música, tão prolíficos, criativos, quanto antitéticos. Eis o resumo do artigo:

“O trabalho pretende, brevemente, discutir aspectos formais da obra de Rodolfo Caesar e Flo Menezes à luz da discussão sobre o problema da estruturação formal na gênese da música eletroacústica, ao lado do olhar dos próprios compositores sobre como lidam com a questão da forma em suas poéticas composicionais.”

Abaixo um trechinho da minha fala que extrapolou todos os tempos regulamentares, mas pra minha sorte, foi beneficiada com a falta de alguns comunicantes. No trecho introduzo a problemática da forma para certo tipo de música do pós II Guerra.

 

Para finalizar, gostaria de acrescentar que somos definitivamente enganados em se tratando de açaí. O açaí que comemos no sudeste é um doce, absolutamente oposto ao açaí dos paraenses ( e suponho de toda região amazônica). Além de ser quase salgado, é comido como parte da refeição, o equivalente a um prato de feijão ou arroz, com direito à farinha ou à tapioca. Fui resistente e não coloquei o açúcar do saquinho.

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Açaí (com farinha!!!) e peixe frito – Mercado Ver o Peso – Belém – 10.11.2016

 

Alguém tem denunciar essa fraude gostosa de que somos vítimas fora da Amazônia legal :-p

:-p

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